Esse é cofre, só não me pergunte quando!
Não vou dar uma de maluco aqui e dizer que Spec Ops: The Line é um jogo inovador e o caramba a quatro porque não é. De shooters essa geração já está cheia e com exceção das boas sacadas que vem sempre da 2K Games eu dispensaria fácil todo o restante dos jogos de tiro que anda estragando o senso de criatividade de muita produtora que se deu mau tentando entrar nesse mundinho que a princípio parecia mesmo uma via de retorno fácil (Codemasters mandou lembranças).
Mas também não vou negar o quanto esse deserto que tomou conta de Dubai e essas cenas de cinema me empolgam e ao mesmo tempo inevitavelmente me fazem lembrar de Uncharted. Melhor do que lembrar do blockbuster da Naughty Dog é jogar Spec Ops e constatar que o jogo é mesmo muito foda, quase uma expansão daquilo que eu tanto curto no exclusivo do Playstation 3 (quase). Eu só não pude sentir na demo se a história é realmente boa ou não, porque na minha opinião é só isso mesmo o que falta pra deixar esse jogo entre os melhores TPS desse ano.
Pra mim Spec Ops só reforça o quanto o gênero pode ser mais empolgante que a já chatíssima ação em primeira pessoa dos FPS. Algo tão mastigado ao longo dessa geração que eu bato o olho e mau consigo ver tudo porque a impressão é sempre aquela: se viu um, já viu todos. E não é porque o jogo tem foco total na ação não, porque até mesmo Ghost Recon: Future Soldier, um jogo mais voltado pro lado tático, também me empolgou pra caramba. Ainda que o primeiro contato não tenha sido dos melhores.
Mas isso é só a minha opinião, já me diverti muito com Call Of Duty e seus derivados. Tamanha exposição que o gênero sofre me fez experimentar e ver que a franquia não é essa cocada toda. Eu só acho que chega uma hora que cansa ver esses jogos serem tão alardeados enquanto games do gênero plataforma e toda a sua diversão de outrora hoje viram uma raridade nos consoles HD.
E é isso, ops… não é o selo da 2K bem ali no comecinho do vídeo? Rá, sem mais senhores.