Qual o objetivo dessa postagem? É importante, antes de iniciar o texto, explicar que nesse momento esse pequeno apanhado de palavras e opiniões não representam uma análise, nem uma resenha do game. Acredito que nem sirva para um impressões iniciais. O que estou resgatando hoje, aqui no blog, é uma ideia de uma antiga coluna minha, dos tempos em que nem mesmo o Portallos ainda existia, onde escrevia (em um antigo fórum em que administrava) exatamente o que o nome sugere: a experiência e sentimento pessoal e particular ao jogar a primeira hora de um novo game! Espero que essa ideia funcione, assim como funcionava no passado, e que possa vir mais vezes por aqui trazer essa maneira de expressar os ânimos ao iniciar um novo game.
Finalmente! Eis que chegou o lançamento de Unlimited World Red desse lado do globo! Veio bem a calhar numa semana sem capítulo novo do mangá para ler na web, aí o negócio é vivenciar o mundo de One Piece através do meu pequeno – e nem tão portátil assim – Nintendo 3DS XL! (Alias, você se recorda que até mesmo fiz um impressões da versão XL do 3DS? Olha o link da época aqui.)
A verdade é que já estava na pilha por One Piece Unlimited World Red há vários meses. Até mesmo cogitei a comprar aquele One Piece Romance Dawn, que foi lançado em fevereiro desse ano também para as Américas, mesmo sabendo que os reviews e críticas alertavam dizendo que o game é bem fraco. Sorte que um mês depois a Bandai Namco veio com a notícia de que Unlimited WR chegaria por estas bandas também! E me segurei, até agora.
O lançamento oficial aconteceu nesta terça-feira da agonia. Brasil em campo pagando mico pra Alemanha e eu ali de olho no bendito 3DS que estava dando erro numa atualização do aparelho e sem esse update o console não acessa sua eshop para poder comprar do jogo. Tanto que só fui conseguir adquirir o game e jogá-lo mesmo na quarta-feira. Foram 30 minutos ontem e 30 minutos hoje, aproximadamente claro.
O que deu para tirar dessa primeira hora de game:
Visual
É absurdamente impressionante os gráficos! Sério, não parece em nada com um game portátil. Não tem aquela coisa de serrilhado, modelagem 3D mal feita, falta de expressão dos personagens ou movimentos limitados. Nesse ponto a Ganbarion está de parabéns. Eu ainda duvidava que o 3DS poderia trazer games com esse tipo de visual e profundidade.
Claro que isso não quer dizer que o jogo tenha algumas limitações, apesar de que acredito que seja algo mais do formato do desenvolvimento japonês do que algo que teve que ser feito dessa forma ou o game não daria num portátil. Estou me referindo aquelas clássicas conversas de personagens estáticos na tela, enquanto rola texto para ir acompanhando. Mas até isso ficou bacana, pois as expressões mudam e todos os diálogos possuem áudio, o que dá uma tremenda diferente de quando são apenas textos.
E mesmo assim, entre os diálogos estáticos, ainda há uma boa quantidade de cenas animadas (e aqui eu não consigo mais dizer o que é CG e o que é ingame – pra mim parece tudo ingame, mas com cara de CG, saca?), apresentando pontos importantes do início da trama.
Jogabilidade
O gênero do título é claramente um action-adventure-RPG. Não é um jogo de lutas, antes que alguém pense isso. O jogador controla um personagem – e no momento joguei apenas com Luffy – em um ambiente tridimensional, podendo pular e subir em prédios, de uma maneira fácil e prática diga-se de passagem, e preciso avançar um mapa colhendo itens e derrotando inimigos até o próximo ponto de objetivo. Inicialmente parece que existe um pequeno nível de exploração, do tipo uma bifurcação no mapa que esconde um baú e tal, mas estou apenas na primeira hora de game e tudo ainda é extremamente simples.
A parte RPG ainda não explorei apropriadamente, porque ela ainda vai ser apresentada e explicada, mas já percebi que como o controle de um personagem principal, que é o líder da equipe, posso passar instruções a outros personagens aliados para que eles executem comandos. Tal como qualquer action-RPG japonês. Há itens que podem virar outras coisas, golpes customizáveis, equipamentos que fortalecem o personagem e por aí vai. Ou seja, há muitos elementos de um RPG no game.
Um dos maiores problema de um jogo tridimensional em um portátil como o 3DS é a falta de um analógico para controlar a câmera do game. Isso até o momento não chegou a ser um problema, pois ao apertar o L o jogo sempre posiciona a câmera atrás do personagem. Então se me perder, basta travar a câmera de novo. Na tela de touch do 3DS é possível mexer com a câmera livremente, mas é bem inconveniente a função.
As batalhas parecem funcionar bem. Luffy arma golpes apelões contra os inimigos, que os arremessam pra longe, então não há problema se eles lhe cercarem. Há um comando para ataques normais e um onde ele pega e arremessa um inimigo no outro. Estes comandos também executam combos. E também existe uma barra especial que ativar um golpe especial, basta segurar um botão e selecionar o golpe, que no momento só disponho de um.
A única chatice do game que pesquei logo de cara é a impossibilidade – ao menos nesse momento – de salvar em qualquer lugar, em qualquer momento. Parece que o jogo inicialmente só salva quando estou numa pousada (o famoso Inn >Rest) ou quando termina um capítulo da história (fechei apenas o prólogo – que alias termina com a clássica cena “To Continued”). Achei meio xarope isso, no primeiro mapa do prólogo, que se passa em Punk Hazard, não há qualquer lugar do mapa que me permitiu salvar. Isso é meio chato para jogatinas rápidas, significa que vou precisar ficar atento ao tempo que tiver para avançar no game sem ter medo de apenas fechar o 3DS e torcer pra bateria não arriar antes de lembrar que preciso recarregar o danado (e isso acontece frequentemente).
História e outros pontos rápido…
Para fechar essa pequena postagem, não vou revelar os detalhes da história, ainda que seja apenas a primeira hora do jogo. Basta dizer que achei agradável os personagens que o autor da série, Eiichiro Oda, criou especialmente para o game: Pato (não é um pato), Patrick Redfield e Yadoya. Pato alias é engraçado no nível do Chooper e também foi um dos personagens de suporte nessa parte tutorial que é o prólogo.
Patrick Redfield, ou apenas Red, é o vilão principal e parece ter uma habilidade que sustenta completamente a ideia por trás de todo o game. Ponto para o Oda que pensou até mesmo nisso ao auxiliar na construção do roteiro do game. Gostei da forma como ele aparece e do mistério que pipoca com os Mugiwaras logo no começo do jogo. Yadoya é a garota da pousada, na qual Luffy salva e que vai fazer o contraponto de jogo e história.
O que estou tentando dizer é que me senti totalmente imerso a história do game, como se estivesse assistindo ao animê ou lendo um capítulo do mangá. E não duvido nada se num futuro – espero que não distante – rola um especial em animê no Japão com o conto ou algo relacionado a estes personagens criados par ao game.
– Um ponto importante!! O jogo tem áudio em japonês e com legendas em inglês, então nada de estranhar as vozes do personagens em inglês. esta tudo exatamente do jeito que estamos acostumados no que diz respeito a forma como os personagens se expressam em áudio. Talvez seja bobeira falar isso, mas os próprios dubladores oficiais da versão animê de One Piece são os responsáveis pelas vozes também do game. É então a qualidade que podemos esperar.
– A título de curiosidade queria apontar que o jogo ocupa 14.480 blocos da memória do Nintendo 3DS, o que é um valor alto considerando outros games que tenho na memória do meu 3DS. Zelda Between Worlds ocupa 5 mil e poucos blocos, enquanto Pokémon X precisa de um pouco mais de 13 mil blocos. Apenas como referência do tamanho de espaço que o game ocupa.
– Optei pela versão digital do game, assim como todos os games que tenho no meu 3DS, então não posso dizer como ficou a embalagem física, como a caixinha ou manuais. A versão digital me custou 29 dólares (sou inscrito na eshop US ao invés da nacional). Então não sei informar quando ou até mesmo se ele foi lançado na eshop BR.
– Por último e essa vou deixar para complementar depois nos comentários, a versão US do game para o 3DS tem uma opção de Main Story, que foi a que testei e também a opção Battle Colliseum. E menciono isso porque num primeiro momento a Bandai Namco havia anunciado esse modo como algo que não existia na primeira versão do game, que havia saído inicialmente somente para 3DS no Japão (em novembro de 2013). Não sei exatamente se essa opção já existia na versão japonesa do game ou se colocaram isso agora ou se nas outras plataformas (Wii U, Vita e PS3) rolaram algumas adições e features que não tem na versão de 3DS. Mais para a frente vou olhar isso com calma e aí volto aqui para dizer o que descobri.
E aí? Curtiu o formato dessa matéria? Mais descompromissada, sem aquele peso de um review ou um primeiras impressões. Apenas comentando mesmo o que vi, o que curti e o que não curti logo de cara iniciando um joguinho. Claro que não é um reflexo do que você deve esperar do jogo completo, mas é uma boa maneira de iniciar uma conversa e de repente partilhar impressões via comentários.
Para as despedidas, acho que vale repetir o melhor trailer desse game que já partilhei aqui no blog umas três ou quatro vezes. Mas é realmente o vídeo mais completinho que apresenta muito bem o game e pelo pouco que joguei, não é mentiroso em nada. segue: